quarta-feira, 2 de maio de 2012

Adolescência


                  


A adolescência é o período que se estende desde a puberdade – 12-13 anos, até atingir o estado adulto pleno – 22-25 anos. É variável entre os pesquisadores da personalidade juvenil, em virtude das diferenças na idade emocional e mental nos adolescentes. Período da existência que se caracteriza por transformações acentuadas de comportamento, acompanhando as mutações físicas, apresenta, muitas vezes, dificuldades de relacionamento com os pais e problemas complexos no caráter e no sentimento, desafiando orientadores e psicólogos. [...] O Espírito, ao sair da fase infantil e penetrar na adolescência, passa a apre sentar mudanças bruscas e imprevisíveis no seu comportamento, em virtude do fardo de estímulos sexuais que já carrega em si mesmo, como herança de si próprio, oriunda de séculos de experiência. Na fase da adolescência, o organismo passa a dar melhores condições para a manifestação mais profunda da alma. Começa a funcionar com mais intensidade o instinto sexual. A libido, de que fala a Psicanálise, não é nada mais do que a carga dos impulsos sexuais arquivados no Espírito imortal. [...] Os problemas psicológicos de solução difícil nos jovens adolescentes são o resultado das transgressões morais e dos abusos sexuais de vidas passadas, que naturalmente surgem no hoje, requisitando reeducação, a fim de aprender a dirigir suas próprias emoções e desejos. [...] Na atualidade, a fase da adolescência caracteriza-se por uma maior liberdade que o progresso da civilização proporcionou com as mudanças rápidas dos costumes, as facilidades dos meios de comunicação de massa universalizando novos hábitos, a complexidade social com os conglomerados humanos, a imprensa materialista, a pregação sistemática de liberdade por parte de escritores e filósofos, o conforto excessivo das horas livres sem ocupação edificante, o requinte nas diversões e no lazer. O mundo das novidades, hoje, cativa muito mais os jovens do que a vida afetiva dos pais, no calor humano do reduto doméstico. O mundo mental do jovem não está aprisionado às fronteiras do recinto familiar, como se encontrava na fase infantil. A fase da adolescência é muito mais perigosa do que a infantil. O jovem é como um filhote de pássaro que abandona o seu ninho, ensaiando os primeiros vôos, e passa a enfrentar maiores perigos, em virtude dos vôos baixos da fraqueza, da incompetência e inexperiência. A criança pode ser vigiada, corrigida e limitada nas suas liberdades, o que não é possível junto aos adolescentes, principalmente agora, no mundo das facilidades atuais. [...] A fase da adolescência precisa assim, não mais de sentinelas vigiando e amparando seus passos, mas, sim, de muito apoio e orientação dos pais no sentido de esclarecimento espiritual e diálogo evangelizado. O que acontece, normalmente, é o abandono dos pais, no campo da orientação, julgando que os filhos com essa idade já possuem condições para enfrentar e superar, por si mesmos, todas as circunstâncias da vida, dispensando até mesmo o simples diálogo.
Referência:
BARCELOS, Walter. Sexo e evolução. 3a ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. - cap. 12

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