segunda-feira, 25 de junho de 2012


ESPIRITISMO E POLÍTICA

Embora se preocupe diretamente com o melhoramento ético e moral do homem, o pensamento espírita não se exime de analisar a dimensão política da vida em sociedade. Allan Kardec, quando tratou dos fins e formação das Sociedades espíritas, no Capítulo 30 Art. 1º. de O Livro dos Médiuns, advertiu que as “questões políticas” deveriam delas se manter afastadas. A preocupação de Kardec era certamente pertinente, considerando-se que as Instituições espíritas jamais devem assumir posicionamento político-ideológico ou político-partidário. Nesse sentido, podemos considerar que não há uma aproximação direta entre Espiritismo e política. 
Léon Denis foi enfático ao considerar: “A influência do Espiritismo no progresso da sociedade se processa, não no estímulo à luta de classe, mas no campo íntimo, ampliando os horizontes sobre a natureza humana e sua destinação.” As relações com o poder temporal fizeram, historicamente, muitas instituições religiosas respeitáveis tombarem ante seus fins mais profundos.
Mas o ser humano, diante das contingências evolutivas da Terra, é, na definição de Aristóteles, um “animal político”. No plano da individualidade, o espírita é alguém que está inserido na sociedade e que, portanto, como todo cidadão, possui responsabilidades com sua formação política, mesmo que não necessariamente partidária. Platão já dizia que, mesmo que o indivíduo não goste da política, será governado por políticos. Não devemos como cidadãos e, espíritas em particular, assumirmos uma postura de simples “indiferença” ao universo político que nos envolve. 
Há uma problemática histórica no Brasil, onde o povo foi afastado das decisões, posto como um mero expectador das relações de poder. A sociedade brasileira viveu uma experiência democrática muito reduzida. Isso distanciou o indivíduo de seu protagonismo social, alienando-o das decisões políticas. No final dos anos 80, retomamos uma via democrática fundamental para o exercício das eleições e das escolhas que instituem uma sociedade mais horizontalizada. 
A democracia, no dizer do saudoso professor Deolindo Amorim, é o regime que melhor corresponde à índole da Doutrina Espírita, pois a estrutura filosófica do Espiritismo não se adapta a nenhuma forma de poder totalitário. Afirmando, ainda, que: “A democracia é regime de conciliação, de equilíbrio, porque repele instintivamente qualquer hegemonia e permite a participação de todos no progresso comum, sem distinção de classes.” 
Fazer escolhas e opções faz parte determinante de nossa caminhada evolutiva. É nesse sentido que enquadra-se o pensamento aristotélico do “ser político”. A noção de “maturidade humana” engloba as responsabilidades inerentes aos papéis sociais. Ser cidadão é um desses papéis. 

Obs. Artigo escrito para o Jornal Diálogo Espírita

Referências citadas no texto

DENIS. Léon. Socialismo e Espiritismo. 2ª ed. Matão-SP: Casa Editora O Clarim, 1987.
AMORIM, Deolindo. Análises Espíritas. FEB. Cap. 19. Pág. 107.

sábado, 23 de junho de 2012


O que é responsabilidade 
ambiental ?
Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias, 
voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem
 levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente na 
atualidade e para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade.


Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental individual
-Realizar a reciclagem de lixo (resíduos sólidos).          
-Não jogar óleo de cozinha no sistema de esgoto.        
-Usar de forma racional, economizando sempre que possível, a água .
-Buscar consumir produtos com certificação ambiental e de empresas que respeitem o 
meio ambiente em seus processos produtivos.
-Usar transporte individual (carros e motos) só quando necessário, dando prioridades 
para o transporte coletivo ou bicicleta.
-Comprar e usar eletrodomésticos com baixo consumo de energia.    
-Economizar       energia elétrica nas tarefas domésticas cotidianas.
-Evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados.


POLUIÇÃO: O HOMEM É O GRANDE VILÃO
Veja só que coisa triste: o homem é o único ser vivo que destrói o ambiente em que vive.
 Nenhum outro habitante do planeta polui o ar, contamina a água, devasta florestas...


Obs: este trabalho foi elaborado pelo Grupo de Jovens da Evangelização da 
Casa Espírita Chico Xavier, Dom Pedrito-RS.


segunda-feira, 18 de junho de 2012


BOM DIA PARENTE

De micfrofone em punho, cocar ornando a cabeça de cabelos negros, Sônia, a índia Guajarara de terras maranhenses, cumprimentou a todos do Acampamento Terra Livre, instalado no Aterro do Flamengo. Seus olhos brilharam ao dizer: Bom dia Parentes. A saudação retornou vibrante. As seis organizações que compõem a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, devolveram o mesmo cumprimento. Ainda quando um grupo de bordunas em riste interrompeu irritado as apresentações, a saudação, também a estes, foi a mesma. 
Falas curtas, entremeadas de breves danças, não deixaram dúvidas. Muito mais que a favor da demarcacão de terras, os indígenas se manifestaram fortemente contra o “crescimento verde”, que substitui florestas e várzeas por pastagens, enterra os rios em troca de minérios e homogeniza canaviais onde a biodiversidade imperava. Aos brados de “fora crescimento verde, verde dos dólares”, seguiam-se chamamentos à verdadeira sustentabilidade ancestral, onde Terra, não é apenas território, é alimento, língua, maternidade. O que as cortinas diplomaticamente ritualizadas dos eventos no Riocentro escondem, se escancara na verbalização, sem freios e desculpas, das populações indígenas. A palavra Sustentabilidade flui por toda a parte, como se nada mais houvesse fora deste palco. O grito indígena nos alerta para o descolamento do habitat natural. Imaginamo-nos capazes de que com recursos financeiros e, acertadas decisões políticas podermos alavancar um desenvolvimento aqui denominado de verde. Se estuda, analisa, quantifica e se debate sobre o meio ambiente, mas como entes fora do próprio, quando não, acima do mesmo. Observamos o natural do ponto de vista externo e interventor, ainda que pretendamos dimensionar/mitigar o impacto desta ação/atitude. No fundo, em grande parte, se faz o mesmo de sempre, apenas se agrega algum programa ambiental, para nos justificar e nos apresentar como pessoas, entidades e instituições preocupadas com a sustentabilidade, palavra desgastada, que engessa a verdadeira e necessária Revolução Ambiental.
Sustentabilidade, panaceia, ora ornada pelo Crescimento Verde Inclusivo, ora emoldurada por documentos que pretendemos reformadores por outros 20 anos. Desistimos de sermos naturais, optamos pela Sociedade Ambiental/Social/Monetária, que de original manteve a cor verde, não da clorofila, mas da tinta pigmentada que tem seu preço.
Entre os 30 bilhões de dólares pretendidos para alavancar o desenvolvimento verde ea montanha de intensões, fico com o “BOM DIA PARENTES”, ainda que tenhamos que erguer nossas bordunas.
JOSÉ ALBERTO WENZEL/ GEÓLOGO E ESCRITOR 
(direto do Rio de Janeiro/RJ)

sábado, 16 de junho de 2012

CRIMES AMBIENTAIS
O mal se combate com o bem, violência é a consequência maior do desequilíbrio ambiental ao qual submetemos a terra. Violência contra o ar puro e a água limpa. Violência contra nosso próprio organismo e contra o planeta. A violência é um produto criado pelo homem, nós é que devemos saber como parar de produzir este produto tão letal. 

DOENÇAS CAUSADAS PELA POLUIÇÃO DO SOLO

O homem está, sujeito a várias doenças provenientes da contaminação do solo tais como: 
- Ancilostomose (Amarelão)
- Tenísase e verminose (Lombrigas)
- Xiurose 
- Cancro
- Defeitos neurológicos e congênitos

DOENÇAS CAUSADAS PELA POLUIÇÃO DA ÁGUA

As crianças e adultos mantendo contato direto com a água poluída são as maiores vítimas.

- Verminoses
- Malária 
- Hepatite
- Dengue
- Leptospirose
- Cólera
- Infecções nos olhos ou ouvidos
- Febre tifoide

DOENÇAS CAUSADAS PELA POLUIÇÃO DO AR

A poluição do ar causa as principais doenças:

- Afecções do sistema respiratório
- Asma
- Renite
- Bronquites
- Tosses
- Doenças gásticas
"Ao destruir os habitats naturais e explorar de maneira insustentável os recursos do planeta, o homem, se transforma no grande exterminador do presente"

CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE

Fiquemos atentos, pois algumas atitudes que tomamos contra o meio ambiente podem ser considerados crimes perante a lei.

CRIMES CONTRA A FAUNA: Destruir ou danificar florestas de preservação permanente, assim como as vegetações fixadoras de dunas ou protetoras de mangues, provocar incêndio em matas, florestas, impedir ou  dificultar a regeneração natural de qualquer forma de vegetação; destruir, lesar ou maltratar plantas de ornamentação de logradouros públicos.

Também são considerados crimes ambientais extração de recursos minerais sem autorização, abandono ou uso de substâncias tóxicas perigosas ou nocivas a saúde humana ou em desacordo com as leis.

A disseminação de doenças, pragas ou espécies que possa causar danos a agricultura, a pecuária, a fauna, a floresta e aos ecossistemas.

Infelizmente uma parcela da população da cidade não sabe que jogar lixo e entulho em via pública é crime ambiental. A pessoa que autoriza o recolhimento do entulho ou lixo (na carroça ou em outros meios) que é despejado em local proibido, desrespeitando a lei, também tem a mesma responsabilidade de quem despejou.

Devemos ter consciência da responsabilidade de preservarmos o meio ambiente para que não tenhamos transtornos futuros.

Este trabalho foi elaborado pelo Grupo de Jovens da Evangelização da Casa Espírita Chico Xavier, Dom Pedrito-RS.





quarta-feira, 13 de junho de 2012



Anencefalia - Joanna de Ângelis

Nada no Universo ocorre como fenômeno caótico, resultado
 de alguma desordem que nele predomine. O que parece casual, 
destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, 
que objetiva a ordem, a harmonia.

De igual maneira, nos destinos humanos sempre vige a Lei 
de Causa e Efeito, como responsável legítima por todas as 
ocorrências, por mais diversificadas apresentem-se.

O Espírito progride através das experiências que lhe facultam
 desenvolver o conhecimento intelectual enquanto lapida as 
impurezas morais primitivas, transformando-as em emoções
 relevantes e libertadoras.

Agindo sob o impacto das tendências que nele jazem, 
fruto que são de vivências anteriores, elabora, inconscientemente, 
o programa a que se deve submeter na sucessão do tempo futuro.

Harmonia emocional, equilíbrio mental, saúde orgânica ou o seu 
inverso, em forma de transtornos de vária denominação, fazem-se 
ocorrência natural dessa elaborada e transata proposta evolutiva.

Todos experimentam, inevitavelmente, as conseqüências 
dos seus pensamentos, que são responsáveis pelas suas 
manifestações verbais e realizações exteriores.

Sentindo, intimamente, a presença de Deus, a convivência 
social e as imposições educacionais, criam condicionamentos
 que, infelizmente, em incontáveis indivíduos dão lugar às dúvidas
 atrozes em torno da sua origem espiritual, da sua imortalidade.

Mesmo quando se vincula a alguma doutrina religiosa, com 
as exceções compreensíveis, o comportamento moral permanece
 materialista, utilitarista, atado às paixões defluentes do egotismo.

Não fosse assim, e decerto, muitos benefícios adviriam 
da convicção espiritual, que sempre define as condutas 
saudáveis, por constituírem motivos de elevação, defluentes 
do dever e da razão.

Na falta desse equilíbrio, adota-se atitude de rebeldia, quando
 não se encontra satisfeito com a sucessão dos acontecimentos 
tidos como frustrantes, perturbadores, infelizes...

Desequipado de conteúdos superiores que proporcionam a 
autoconfiança, o otimismo, a esperança, essa revolta, 
estimulada pelo primarismo que ainda jaz no ser, trabalhando
 em favor do egoísmo, sempre transfere a responsabilidade dos
 sofrimentos, dos insucessos momentâneos aos outros, às 
circunstâncias ditas aziagas, que consideram injustas e, 
dominados pelo desespero fogem através de mecanismos 
derrotistas e infelizes que mais o 
degrada, entre os quais o nefando suicídio.

Na imensa gama de instrumentos utilizados para o autocídio, o que 
é praticado por armas de fogo ou mediante quedas espetaculares 
de edifícios, de abismos, desarticula o cérebro físico e 
praticamente o aniquila...

Não ficariam aí, porém, os danos perpetrados, 
alcançando os delicadostecidos do corpo perispiritual, que se 
encarregará de compor os futuros aparelhos materiais para o 
prosseguimento da jornada de evolução.

*
É inevitável o renascimento daquele que assim buscou a extinção
 da vida, portando degenerescências físicas e mentais, 
particularmente a anencefalia.

Muitos desses assim considerados, no entanto, não são totalmente
 destituídos do órgão cerebral.

Há, desse modo, anencéfalos e anencéfalos.

Expressivo número de anencéfalos preserva o cérebro primitivo 
ou reptiliano, o diencéfalo e as raízes do núcleo neural que se
 vincula ao sistema nervoso central…

Necessitam viver no corpo, mesmo que a fatalidade da morte
 após o renascimento, reconduza-os ao mundo espiritual.

Interromper-lhes o desenvolvimento no útero materno é crime 
hediondo em relação à vida. Têm vida sim, embora em padrões 
diferentes dos considerados normais pelo conhecimento genético 
atual...

Não se tratam de coisas conduzidas interiormente pela mulher, mas 
de filhos, que não puderam concluir a formação orgânica total, pois
 que são resultado da concepção, da união do espermatozoide com 
o óvulo.

Faltou na gestante o ácido fólico, que se tornou responsável pela 
ocorrência terrível.

Sucede, porém, que a genitora igualmente não é vítima de injustiça 
divina ou da espúria Lei do Acaso, pois que foi corresponsável pelo 
suicídio daquele Espírito que agora a busca para juntos 
conseguirem o inadiável processo de reparação do crime, de
 recuperação da paz e do equilíbrio antes destruído.

Quando as legislações desvairam e descriminam o aborto do 
anencéfalo, facilitando a sua aplicação, a sociedade caminha, 
a passos largos, para a legitimação de todas as formas cruéis de 
abortamento.

... E quando a humanidade mata o feto, prepara-se para outros 
hediondos crimes que a cultura, a ética e a civilização já deveriam
 haver eliminado no vasto processo de crescimento intelecto-moral.

Todos os recentes governos ditatoriais e arbitrários iniciaram 
as suas dominações extravagantes e terríveis, tornando o aborto
 legal e culminando, na sucessão do tempo, com os campos de
 extermínio de vidas sob o açodar dos mórbidos preconceitos 
de raça, de etnia, de religião, de política, de sociedade...

A morbidez atinge, desse modo, o clímax, quando a vida é 
desvalorizada e o ser humano torna-se descartável.

As loucuras eugênicas, em busca de seres humanos perfeitos, 
respondem por crueldades inimagináveis, desde as crianças
 que eram assassinadas quando nasciam com qualquer tipo de
 imperfeição, não servindo para as guerras, na cultura espartana, 
como as que ainda são atiradas aos rios, por portarem 
deficiências, para morrer por afogamento, em algumas tribos primitivas.

Qual, porém, a diferença entre a atitude da civilização grega e o 
primarismo selvagem desses clãs e a moderna conduta em 
relação ao anencéfalo?

O processo de evolução, no entanto, é inevitável, e os criminosos 
legais de hoje, recomeçarão, no futuro, em novas 
experiências reencarnacionistas, sofrendo a frieza do 
comportamento, aprendendo através do sofrimento a respeitar a vida...

* 
Compadece-te e ama o filhinho que se encontra no teu ventre, 
suplicando-te sem palavras a oportunidade de redimir-se.

Considera que se ele houvesse nascido bem formado e normal, 
apresentando depois algum problema de idiotia, de 
hebefrenia, de degenerescência, perdendo as funções intelectivas,
 motoras ou de outra natureza, como acontece amiúde, se também 
o matarias?

Se exercitares o aborto do anencéfalo hoje, amanhã pedirás 
também a eliminação legal do filhinho limitado, poupando-te o 
sofrimento como se alega no caso da anencefalia.

Aprende a viver dignamente agora, para que o teu seja um
 amanhã de bênçãos e de felicidade.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, 
na reunião mediúnica da noite de 11 de abril de 2011, 
no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)

Você tem luz própria. Por isso você não precisa do foco da luz dos outros.
Isso, porém, não significa que seja autossuficiente, que não precise de ninguém. Não pense assim.
Além do brio pessoal, que cada um deve ter, você também pode deixar aparecer a luz que projeta do coração.
Quanto mais a fizer brilhar, mais claro e feliz será o seu caminho.
Esta luz, damos a ela o nome de amor, fé, compreensão, autoastral.
Então, mantenha sempre acesa a sua luz.

BARBOSA, Valdemir. Força Interior. 02. ed. Brasília: Otimismo. 2007. p 186.

domingo, 10 de junho de 2012

MINI-CURSO O EXPOSITOR ESPÍRITA
Ocorreu ontem dia 09/06, sábado no Centro Espírita João Batista, em Dom Pedrito, um Mini-Curso sobre O Expositor Espírita, com a presença dos irmãos de Santo Ângelo, estiveram conosco: Cleto Brutes, Angela Brutes, Luis Roberto Scholls e Claudia Scholls, sendo que Cleto Brutes e Claudia Scholls foram os apresentadores do Mini-Curso.
 Aparecem na foto acima os irmãos de Santo Ângelo, Luis Roberto Scholls, Claudia Scholls e Angela Brutes.
 Este um aspecto parcial do público presente, além da qualificação, conhecimento a confraternização aqueceu a tarde fria de junho, deixamos aqui nosso agradecimento em nome da UME-DP, aos irmãos presente e aos estimados irmãos de Santo Ângelo que viajaram 450 km para nos visitarem e trazerem um novo enfoque sobre a Divulgação, tão necessária, da Doutrina Espírita.
Obrigado a todos e um abraço fraterno.