quinta-feira, 22 de novembro de 2012


Aquecimento Global
Entenda o aquecimento Global, Efeito Estufa, conseqüências, aumento da temperatura mundial,
degelo das calotas polares, gases poluentes, Protocolo de Kyoto, furacões, ciclones, desertos, clima, resumo.
aquecimento global Poluição atmosférica: principal causa do aquecimento global.

Introdução 

Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. 
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozôniodióxido de carbonometano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.   
aquecimento global - derretimento de gelo Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global.
Consequências do aquecimento global 
-         Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
-         Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;
-         Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
-         Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. 
Protocolo de Kyoto
Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
Conferência de Bali 
Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.
Conferência de Copenhague - COP-15
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).  
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.
E a nossa parte, começa onde? Precisamos acordar para essa realidade, pois, cabe a cada um de nós fazer a sua parte, nas minimas coisas, dentro de nossas casas há muito a se fazer, exemplo: coleta seletiva do lixo, o descarte correto dos eletrônicos, etc.
Acorda Brasil!!!
  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012


QUEM NÃO QUER TRABALHAR, ARRANJA DESCULPAS...




 (...) Certa vez, procurei o Chico Xavier. Estava me sentindo envergonhado e queria deixar a direção do hospital. Levei uma reprimenda daquelas!...
            - O que o Chico disse ao senhor?
            -  Disse-me que, por direito de antiguidade, ele é que deveria se aposentar e não estava pensando nisto... Falou-me que, quando a gente não está querendo trabalhar, o inconsciente arranja mil desculpas. Deu-me uma lição de Psicanálise! Não fui bem sucedido, e o jeito foi ficar...
            - O homem não alisava, não; quando tinha algo a dizer, não mandava recado... Em 1961, quando estive lá – eu estava com 37 de idade –, ele conversava com uma pessoa olhando, o tempo todo, para mim...
            - Então era com você que ele estava falando... Ele usava esta tática: escolhia alguém, normalmente um dos colaboradores ali, da mesa, para dizer a outro o que era preciso.
            - Discorreu sobre mediunidade e responsabilidade. Explicou que, de maneira geral, os espíritas ainda não haviam entendido que o Espiritismo é uma doutrina de muito trabalho e que ser médium é assumir o compromisso de trabalhar dobrado – sem reclamar! Recordo-me de um  trecho de sua fala, textualmente: - “Sinceramente, não sei onde que os espíritas conseguem tanto tempo para polemizarem entre si... Só não tendo o que fazer! Eu não tenho tempo nem para aparar as unhas!...”
            - E não tinha mesmo, coitado! Ele se desculpava, dizendo que necessitava de unhas mais compridas porque lidava com folhas de papel... Mas era falta de tempo mesmo! A um amigo, certa vez, ele mostrou a situação de suas unhas dos pés: elas estavam tão grandes, que feriam os seus dedos... E, depois, principalmente nos últimos anos, não conseguia mais se abaixar para apará-las!             
Livro:   A Lei da Reencarnação
Carlos A. Baccelli, pelo Espírito Domingas

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

DECEPÇÕES UMA REALIDADE EM NOSSA VIDA


Você já teve alguma decepção na vida?
Eu tive a oportunidade de ter uma na terça-feira passada que me rendeu uma noite de insonia e me levou a muitas reflexões, meditações, revisão de conceitos, alguma tristeza, mas sobre tudo uma vontade enorme de continuar na luta por uma CAUSA nobre e com a qual eu me identifico muito.
Dificilmente alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa desagradável em algum momento da caminhada.
Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis da alma.
Isso acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos nossos mais puros sentimentos de confiança e amor.
Pode ser um amigo, a quem entregamos o coração e que, de um momento para outro, passa a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade...
Também pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história... que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar.
Ou alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.
Enfim, só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam nenhuma impressão.
Assim, vale a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.
Para tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós, nossos amores também não são perfeitos.
E que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade. Nunca nos disseram que seriam eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções.
Nós é que queremos que sejam como os idealizamos.
Assim nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido.
Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento.
Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento.
Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.
A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão à nossa frente.
E a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre algo ou alguém.
Assim, se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.
Passe a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem.
Considere que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.
Por todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar... Enxugue as lágrimas e siga em frente... sem ilusões. 
*   *   *
Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas.
Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer.
Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma.
Mas, seja você a cultivar em seu jardim interior as flores da lealdade, do afeto, da compreensão, da honestidade, para ofertar a todos aqueles que cruzarem o seu caminho.
Seja você alguém incapaz de ferir ou provocar sofrimentos nos seres que caminham ao seu lado.

4º CICLO DE PALESTRAS DA 6ª REGIÃO FEDERATIVA

Desenvolveu-se no período de 27 de  outubro até 09 de novembro de 2012, nas Instituições Espíritas das cidades de: Pinheiro Machado, Aceguá, Candiota, Hulha Negra, Bagé, Dom Pedrito, Livramento, Rosário do Sul e São Gabriel, somente a cidade de Cacequi não foi visitada por não ter companheiro com disponibilidade para fazer a devida visita.

Queremos agradecer as Casas Espíritas que participaram desse intercâmbio tão importante para o Movimento Espírita Regional, por terem abrido suas portas, mais uma vez, para nos receber de forma tão alegre, espontânea, cordial e fraterna, foram as seguintes as Instituições que receberam as visitas: de Bagé: S. E. Antero de Azevedo, S. E. O Bom Samaritano, S. E. Leon Denis, G. E. Alvorada da Paz e S. E. Bezerra de Menezes; Pinheiro Machado: S. E. Amigos da Paz;  Hulha Negra: S. E. Chico Xavier; de Aceguá: S. E. Amor e Paz; Candiota: S. E. Luz no Caminho e S. E. Irmãos na Fé; Dom Pedrito: C. E. João Batista e Casa E. Chico Xavier; Livramento: C. E. Caridade, S. E. Fé e Caridade, A. E. Nosso Lar;Rosário do Sul: S. E. Luz e Verdade, C. E. André Luiz e S. E. Bezerra de Menezes e São Gabriel: A. E. Viana de Carvalho.

E para nossa grande satisfação registramos as visitas realizadas aos nossos irmãos queridos de Rivera no Uruguay, que foram as seguintes instituições: Centro Espírita Luz, Amor e Caridad e Centro Espírita Allan Kardec, queremos agradecer pela acolhida e pela espontaneidade com que nos recepcionaram, também fomos entrevistados pelo Jornal Diário Norte de Rivera, o que nos deu uma satisfação muito importante, queridos amigos que Jesus os abençoe. 

Agradecemos também aos Palestrantes que representaram o CRE6 (Conselho Regional Espírita da 6ª Região Federativa), foram os seguintes os irmãos que se disponibilizaram para o trabalho voluntário: Ayr Nogueira dos Santos, Nery de Lima Pereira, Fabiana de Leon Rodrigues, Elaine Bruza, Ana Maria Becker, Paulo Nunes, Flavio Bitencourt, Tânia Regina Schineider, Aristides da Rosa, Inês Farias, Eva Farias Tanhot,  Pedro Roque, Marcelo Bilhalva, Sergio Levi, Maria Emilia Righi e Jaime M. A. da Silva, a todos nosso reconhecimento e gratidão.

Água questão de sobrevivência!  

Breves considerações  sobre a questão da água
A água é substrato que garante a vida. Tê-la é questão de sobrevivência!
O nosso país é responsável por 15% de toda a água doce do planeta. Além da sua forma doce, encontramos água salgada, água sólida e vapor d’água – esses últimos, provenientes da água doce.
De toda a água disponível na terra 97,6%  está concentrada nos oceanos; a água fresca corresponde aos 2,4% restantes. Acontece que destes 2,4% somente 0,31% não estão concentrados nos pólos na forma de gelo, o que nos faz concluir que de toda a água na superfície da terra menos de 0,02% está disponível em rios e lagos na forma de água fresca pronta para consumo.
Foi a água que criou civilizações, que deu início a guerras, que serviu para salvar vidas, embalou poetas e amantes, gerou monumentos e levando em conta que o Brasil guarda uma porcentagem expressiva de toda a água doce do planeta, temos que nos dedicar a preservá-la e defendê-la.
Apesar de sermos privilegiados no quesito água, nosso país deixa mais de 17 milhões de pessoas sem acesso a esse recurso natural responsável pela vida. Isso favorece o surgimento de inúmeras doenças,  e o êxodo pela busca de água.
A água potável é determinante para a saúde humana e o desenvolvimento da economia, lembrando que essa água será usada na agricultura e na agropecuária, a fim de garantir alimentos para a população.
Há na Câmara Federal projeto de lei – PL 6.466/09 – que prevê políticas públicas de incentivo à  economia do consumo da água, por meio da educação ambiental, pesquisa tecnológica e equipamentos sanitários redutores do consumo.
Certamente com uma educação ambiental eficaz, proporcionaremos acesso a água potável, o que diminuirá a degradação que esse recurso natural vem sofrendo, e garantirá aos cidadãos brasileiros o direito do desfrute de uma vida digna.
Thaís Leonel

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Estima-se que o desperdício de água no Brasil chegue a 70%.
Onde gastamos nossa água?
Em casa – em média, 78% do consumo de água é gasto no banheiro.
No banho: Um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos de no máximo cinco a quinze minutos economizam água e energia elétrica. Abra o chuveiro, molhe-se, feche-o, ensaboe-se e depois abra para enxaguar, ao invés de passar o tempo todo com o chuveiro ligado.
Na escovação dos dentes: Escovar os dentes com a torneira aberta gasta até25 litros. Escove primeiro depois abra a torneira apenas o necessário para encher um copo com a quantidade adequada para o enxágüe.
Na descarga: Uma válvula de vaso sanitário no Brasil chega a consumir 20 litros de água tratada quando acionada uma única vez. Aperte apenas o tempo necessário e não jogue lixo no vaso.
Na torneira: Uma torneira aberta gasta de doze a vinte litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia.
Na lavagem de louças: Lavar as louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo acaba desperdiçando até 105 litros. O certo é primeiro escovar e ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez.
Na lavagem de carros: Com a mangueira aberta o tempo todo consome-se, em média, 600 litros; com balde, aproximadamente 60 litros.
A Sabesp calcula que o Estado perde diariamente 40% da água tratada, o que representa cerca de 1,3 bilhão de litros/dia: daria para abastecer duas cidades do porte de Curitiba.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012



Como Agir Contra os Ataques ao Espiritismo?
Alkíndar de Oliveira

Ligue sua televisão pela madrugada. Com o seu controle escolha aquele canal em que um líder religioso está entrevistando uma pessoa do povo. Você vai ouvir mais ou menos o seguinte diálogo:
“- Então a senhora se arrependeu de ter sido espírita?
- Sim, me arrependi. Foi um dos momentos de minha vida em que tudo dava errado e eu não sabia porque.
- E agora que a senhora está em nossa Igreja, como está sua vida?
- Agora, com Jesus no meu coração, tudo mudou. Consegui emprego, consegui comprar minha casa própria e sou uma pessoa muito mais feliz.
- Então o Espiritismo prejudicou a senhora?
- Prejudicou. Hoje eu vejo que o Espiritismo é coisa de demônio. Se pudesse diria para todos os espíritas conhecerem a nossa Igreja onde Jesus é o nosso Mestre e Senhor. Os espíritas precisam enxergar que o seu mestre é o demônio.”
Depois de ouvir tudo isso, nós espíritas ficamos a imaginar:
“Que desconhecimento em relação ao Espiritismo!”.
Um parêntese: Você se lembra, caro leitor, quando chutaram em um dos programas de televisão a imagem católica de Nossa Senhora Aparecida? Você se lembra da intensa e imensa reação dos católicos de todo o Brasil? Você se lembra dos insistentes noticiários da televisão e dos inflamados artigos de jornais e revistas sobre o assunto?
A reação de todos foi impressionante!
Há tempos não se via tamanha comoção em nosso país. O chute na imagem de Nossa Senhora era assunto nas escolas, nos bares, em todos os lugares.
Agora reflita comigo:
Você já imaginou que todos os dias determinados pastores chutam nossa Doutrina?
Por terem chutado uma única vez uma imagem, os católicos e toda a mídia brasileira prontamente reagiram.
E nós que estamos sendo chutados todos os dias, estamos reagindo?
Poderíamos pensar que existem duas alternativas para resolver essa crítica situação de ataque diário e persistente ao Espiritismo:
A primeira:
Culpar o pastor e procurar fazer com que o mesmo nos dê satisfação por publicamente desrespeitar de maneira infame e inculta a Doutrina que professamos.
A segunda:
Divulgar melhor nossa Doutrina.
Agirmos de acordo com a primeira alternativa geraria polêmica. E polêmica gera polêmica, que por sua vez gera polêmica...

Divulgar melhor nossa Doutrina é a solução.

Veja as palavras de Allan Kardec:
“Uma publicidade, numa larga escala, feita nos jornais mais divulgados, levaria ao mundo inteiro, e até aos lugares mais recuados, o conhecimento das idéias espíritas, faria nascer o desejo de aprofundá-los, e, multiplicando os adeptos, imporia silêncio aos detratores que logo deveriam ceder diante do ascendente da opinião”.
Vale a pena também ler as palavras de Vianna de Carvalho, espírito:
“Na hora da informática com os seus valiosos recursos, o espírita não se pode marginalizar, sob pretexto pueris, em que se disfarça a timidez, o desamor à causa ou a indiferença pela divulgação, porquanto o único antídoto à má Imprensa, na sua vária expressão, é a aplicação dos postulados espíritas, hoje ainda ignorados e confundidos com as superstições, crendices, sofrendo as velhas conotações infelizes com que o caluniaram no passado, aguardando ser despojado das mazelas que lhe atiraram os frívolos e os déspotas, os fanáticos e os de má fé, quanto os que se apoiavam nos interesses subalternos, inconfessáveis...
Hora de mentalidades abertas às informações de toda ordem, este é o nosso momento de programar tarefas, fomentar a divulgação por todos os meios, tornando-se cada companheiro honesto e dedicado, nova “carta-viva”, para a estruturação de um homem melhor, portanto, de uma sociedade mais justa, uma humanidade mais feliz”.
Complementa ainda Vianna de Carvalho “Como não é lícito fomentar debates ou gerar discussões improdutivas, cabem, freqüentemente, sempre que possíveis, as honestas informações entre Doutrina Espírita e Doutrinas Espiritualistas, prática espírita e práticas mediúnicas, opiniões espíritas e opiniões medianímicas...”
Kardec e Vianna de Carvalho nos mostram que gerar polêmicas, criar discussões improdutivas a nada levam.
Procurar discutir no mesmo nível dos detratores é agir como eles estão agindo. É errar como eles estão errando.
Nossa tarefa é melhor divulgar a Doutrina e respeitar todas as religiões.
Uma eficiente e eficaz divulgação do Espiritismo, como disse Kardec: “imporia silêncio aos detratores que logo deveriam ceder diante do ascendente da opinião”.
Portanto, qual deve ser nossa postura ao divulgar nossa Doutrina?
Ao procurar divulgar nossa Doutrina, devemos fazê-la sem proselitismo, com ousadia e sensatez, tendo sempre em mente que nossa postura tem que ser a postura do conhecimento, da ética, da dignidade e da boa ação.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Família Material e Família Espiritual

Sérgio Biagi Gregório
1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste estudo é fazermos uma conexão entre os laços consangüíneos e os laços espirituais, a fim de que tenhamos um juízo consciente e mais acurado dos problemas imanentes do relacionamento conjugal.
2. CONCEITO
Família conjunto de pessoas: pai, mãe e filhos.
Família consangüínea é uma reunião de almas em processo de evolução, reajuste, aperfeiçoamento ou santificação.
Família espiritual é uma constelação de inteligências, cujos membros estão na Terra e nos Céus.
Há, pois duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. (Equipe da FEB, 1995)
3. GENEALOGIA DA FAMÍLIA
clã totêmico é apontado pelos antropólogos e cientistas sociais como o primeiro dos núcleos familiares que se tem notícia. Baseado no fato religioso, o totem assume misticamente, e não por consangüinidade, a descendência familiar.
O clã primitivo, indiferenciado, passa a ser diferenciado na família patriarcal agnática greco-romana, em que a filiação pode ser puramente masculina.
A família patriarcal evolui para a família paternal ou germânica em que os cognatos adquiriram certos direitos. A mulher, por exemplo, obteve direitos de herança e a posse do seu dote.
família conjugal, mais próxima do tipo germânico que do romano, caracteriza a família atual. Na família patriarcal a comunidade subsiste, concentrada na pessoa do pai; a família é um todo onde as partes não têm individualidade própria. Na família conjugal, cada membro tem individualidade e esfera de ações próprias. A mulher os filhos podem ter bens. Os direitos paternos são limitados, e a lei prevê casos de perda do poder paterno.
4. A CONSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA CORPORAL
4.1. O NAMORO
O começo de uma constituição familiar está no namoro, ou naqueles primeiros contatos entre os novos cônjuges. É quando cada um só vê qualidades no parceiro ou na parceira. Pode-se falar da fase de encantamento em que dois seres descobrem reciprocamente motivos de atração.
O Espírito Emmanuel diz: “inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afetivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações que se acumpliciaram em delinqüência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra”. (Xavier, 1978, p.18)
4.2. O CASAMENTO
Depois do namoro, vem o casamento, o qual pertence à lei natural e é um progresso na marcha da Humanidade. O casamento implica o regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua. Esta união deve basear-se na responsabilidade recíproca, principalmente no que tangue as relações sexuais, pois quando as obrigações mútuas não são respeitadas, geram-se problemas cármicos de considerável extensão, pois ninguém fere ninguém sem ferir a si mesmo.
O Espírito Emmanuel diz que nos Planos Superiores “O liame entre dois seres é espontâneo, composto em vínculos de afinidade inelutável. Na Terra do futuro, as ligações afetivas obedecerão a idêntico princípio e, por antecipação, milhares de criaturas já desfrutam no próprio estádio da encarnação dessas uniões ideais, em que se jungem psiquicamente uma à outra, sem necessidade da permuta sexual, mais profundamente considerada, a fim de se apoiarem mutuamente, na formação de obras preciosas, na esfera do espírito”. (Xavier, 1978, p. 34)
4.3. OS FILHOS
Uma vez contraído o casamento, a imagem do filho toma vulto, tanto na cabeça do pai quanto da mãe e, talvez, mais precisamente na cabeça da mãe, pois é nela que a gestação se processará. Nesse mister, é curioso verificar a agrura de uma mãe, que tem todas as condições físicas e financeiras para dar a luz a um filho, e não consegue engravidar.
“Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar no desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir”. (Kardec, 1984, p. 191, item 8)
4.4. OS DESAJUSTES CONJUGAIS
Um casamento promissor, não raro, adoece repentinamente. Conflitos, problemas financeiros, moléstias, desníveis culturais e falhas na formação de caráter e de temperamento contribuem para esses conflitos. A mulher espera encontrar no esposo o retrato psicológico do pai; o homem, os cuidados da genitora. Acontece que os dois têm que se adaptar à nova situação. Acrescentem-se ainda os apelos enviados pela mídia.
5. A FAMÍLIA ESPIRITUAL
5.1. SIMPATIA E ANTIPATIA ENTRE OS CÔNJUGES
Para que uma família consangüínea viva bem, em termos espirituais, é preciso que haja simpatia entre os seus membros, conseqüência de relacionamentos anteriores, e que se traduzem por afeição durante a vida terrestre. Pode ocorrer também que esses espíritos sejam completamente estranhos uns aos outros, reflexo de existências anteriores, que se traduzem em antagonismo.
Assim, “Os verdadeiros laços de família não são, pois, os da consangüinidade, mas os de simpatia e da comunhão de pensamentos que unem os Espíritos antes, durante e após a encarnação. De onde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes, podem ser mais irmãos pelo Espírito do que se o fossem pelo sangue; podem se atrair, se procurar, dar-se bem juntos, enquanto dois irmãos consangüíneos podem se repelir, como se vê todos os dias; problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências”. (Kardec, 1984, p. 191)
5.2. A IMPORTÂNCIA DA REENCARNAÇÃO
A compreensão da vida familiar é muito auxiliada pelas cogitações acerca da reencarnação. Este princípio, elaborado pela doutrina espírita, remete-nos a uma vista de olhos sobre o passado. Meditando sobre ele vamos melhor entendendo porque estamos unidos a essa esposa (e não a outra), a esse filho (e não a outro)
Numa crise familiar, o Espírito Emmanuel alerta-nos para a convocação de médicos, psicólogos, amigos e conselheiros; entretanto, ao desenrolar de obstáculos e provas, ele diz: “O conhecimento da reencarnação exerce encargo de importância por trazer aos interessados novo campo de observações e reflexões, impelindo-os à tolerância, sem a qual a rearmonização acena sempre mais longe. Homem e mulher, usando a chave de semelhante entendimento, passam mecanicamente a reconhecer que é preciso desvincular e renovar sentimentos, mas em bases de compreensão e serenidade, amor e paz”. (Xavier, 1978, p. 54)
5.3. AMPLITUDE DA QUESTÃO
Refletindo sobre nossas provas e expiações, vamo-nos compenetrando da grandiosidade de Deus e do Universo. Como nada acontece por acaso, lucraríamos muito se fôssemos resignados em cada situação de desconforto. Em toda a ocasião há a possibilidade de transformar o desafeto em afeto, a ingratidão em gratidão, o desamor em amor e a incompreensão em compreensão.
6. ORIENTAÇÕES DOUTRINÁRIAS ESPÍRITAS
6.1. ACERCA DO DIVÓRCIO
O divórcio é uma lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, uma vez que o enlace não foi concretizado tendo em mente esta lei. Por isso, Jesus dizia que não deve o homem separar o que Deus juntou, ou seja, o que foi unido segundo a lei natural, este permanecerá até o fim.
Os instrutores espirituais alertam-nos que não existem uniões conjugais por acaso. Nesse sentido, convém dificultar ao máximo a prática do divórcio. Nem tudo o que é permitido pela lei humana é igualmente justo. Deveríamos instituí-lo somente em último caso, quando houvesse a possibilidade de um cônjuge assassinar o outro.
Diz o Espírito Emmanuel: “Óbvio que não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindo-nos tão-somente, nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regenaração ou expiação que rogaram antes do renascimento no Plano Físico, em auxílio a si mesmos; ainda assim, é justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas”. (Xavier, 1978, p. 39)
6.2. AS SUGESTÕES DA MÍDIA
É curioso ver como os Meios de Comunicação Social sugerem a separação e o consumo excessivo de bens material. Para ter audiência e obter lucro, os canais de televisão exploram o rompimento do casamento, fazendo-o parecer banal e sem valor.
É preciso retornar à educação grega da antiguidade, que prescrevia sempre um esforço contra a comodidade. É muito mais cômodo em qualquer rusga, em qualquer discussão, largar tudo e procurar outro caminho. Mas como explicar que certas pessoas já se divorciaram mais de 2 vezes? O problema não está no outro ou na outra, mas em nós mesmos.
Os pressupostos espíritas não nos isentam da vida em sociedade. Convém, contudo, a exemplo de Paulo, ler de tudo, mas ficar somente com aquilo que de fato auxiliam o fortalecimento do nosso eu imortal.  
6.3. A MONOGAMIA
Na antiguidade prevalecia a poligamia – mais de uma mulher para um único homem e vice-versa. Na atualidade, vigora a monogamia, que é mais condizente com a lei natural, em que um homem deve unir-se a uma única mulher.
Pergunta 701 de O Livro dos Espíritos – Qual das duas, a poligamia ou a monogamia, é a mais conforme a lei natural?
Resposta – A poligamia é uma lei humana, cuja abolição marca um progresso social. O casamento, segundo as vistas de Deus, deve fundar-se na afeição dos seres que se unem. Na poligamia não há verdadeira afeição: não há mais do que sensualidade.
Se a poligamia estivesse de acordo com a lei natural devia ser universal, o que, entretanto, seria materialmente impossível em virtude da igualdade numérica dos sexos.
7. CONCLUSÃO
Rendamo-nos à vontade de Deus. Se, depois de sopesada as circunstâncias que nos envolvem, optarmos por contrair matrimônio com tal pessoa, saibamos nos resignar e auxiliar ao máximo no convívio familiar, porque recusando uma cruz, com certeza, encontraremos outra mais pesada.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
EQUIPE DA FEB. O Espiritismo de A a Z. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995.
XAVIER, F. C. Vida e Sexo, pelo Espírito Emmanuel. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1978.